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Sicko

Essa semana reservei um tempinho para assistir ao documentário Sicko (Michael Moore – 2007), que mostra o Sistema de Saúde norte-americano comparando-o com o de outros países, como a França e Cuba.

O documentário faz a comparação vendo a perspectiva ética – e não a biológica. Bem-humorado como de praxe, típico do Moore. Contudo, a vontade vezenquando é de chorar.

Obviamente também guarda alguns problemas, como focar apenas nas falhas do sistema de saúde norte-americano e na grandeza dos demais, sem  mostrar  bons e maus aspectos de ambos. Também falha no comparativo educacional, onde não mostra a qualidade do ensino privado (também porque não é este o propósito).

Ainda assim, recomendo muitíssimo.

Segue:

(Clique em “Continuar lendo” para ver os demais vídeos, são 12. O documentário está na íntegra.)

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Esse vídeo faz parte do (absolutamente sensacionalista) filme Zeitgeist Addendum. O trecho selecionado é de George Carlin, autor, humorista e ator norte-americano. Recomendo outros vídeos de Carlin, como esse e esse.

Quando o assunto é ateísmo e humor, recomendo também os vídeos do Tim Minchin, especialmente esse e esse.

Em 2009, na RTP, televisão portuguesa, foram fornecidos 60 segundos para a divulgação científica. O resultado é belo. São vídeos de temas científicos ligados à astronomia, produzidos por astrônomos e comunicadores de ciência profissionais. Excelente, não?

Segue:

1. Por que a Astronomia é importante?

2. Anos-Luz

Para visualizar todos os vídeos, favor clicar em “Continuar lendo”, logo abaixo.

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Imagem: Portais de notícias – Clique para ampliar

I. Realmente, uma criança é horrivelmente ameaçadora.
II. Vejam isso.
III. Quem paga esse cidadão é você, sou eu… Financiamos essa cena, não é?
IV. Esse cidadão é perverso fardado ou não. Uma farda não transforma um homem, apenas lhe transfere alguns direitos (e deveres). Contudo, conferir a um imbecil destes algum tipo de poder é autorizar a desordem. Ah, não é p’ra dizer? Pois repito: imbecil.
V. Lembro do que disse Drummond.

Imagem: Fotos da África – Sebastião Salgado

I
No fundo, o amor é o egoísmo compartilhado.

II
Se “hasta la muerte todo es vida”, então a morte do outro também é vida?

III
Voltando da padaria, encontrei uma lagarta carregando solenemente uma barata morta. Como perdoar a humanidade por esse pasmo?

Imagem: Search images – Google

“Entre a fala e o falo, existe o desejo que eu calo.”

Rodrigo Tome

Imagem: Refugiados – Sebastião Salgado

“M.A.D.A. com 29 anos, brasileiro, solteiro, operário, foi indiciado pelo inquérito policial pela contravenção de vadiagem, prevista no artigo 59 da Lei das Contravenções Penais. Requer o Ministério Público, a expedição de Portaria Contravencional. O que é vadiagem? A resposta é dada pelo artigo supramencionado: ‘entregar-se habitualmente à ociosidade, sendo válido para o trabalho…’ Trata-se de uma norma legal draconiana, injusta e parcial. Destina-se apenas ao pobre, ao miserável, ao farrapo humano, curtido vencido pela vida. O pau de arara do Nordeste, o boia-fria do sul. O filho do pobre, que é pobre, sujeito está à penalização. O filho do rico, que rico é, não precisa trablhar, porque tem renda paterna para lhe assegurar os meios de subsistência. Depois se diz que a lei é igual para todos! Máxima sonora na boca de um orador, frase mística para os apaixonados e sonhadores acadêmicos de Direito. Realidade dura e crua para quem enfrenta, diariamente, filas e mais filas na busca de um emprego. Constatação cruel para quem, diplomado, incursiona pelos caminhos da justiça e sente que os pratos da balança não tem o mesmo peso. M.A. mora na Ilha das Flores (?) no estuário do Guaíba. Carrega sacos. Trabalha ‘em nome’ de um irmão. Seu mal foi estar em um bar na Voluntários da Pátria, as 22:00 horas. Mas se haveria de querer que estivesse numa uisqueria ou choperia do centro, ou num restaurante de Petrópolis, ou ainda numa boate de Ipanema? Na escala de valores utilizada para valorar as pessoas, quem toma um trago de cana, num bolicho da Volunta, ás 22 horas, e não tem documento, nem um cartão de crédito, é vadio. Quem se encharca de uísque escocês numa boate da Zona Sul e ao sair, na madrugada, dirige (?) um belo carro, com a carteira recheada de ‘cheques especiais’, é um burguês. Este, se é pego ao cometer uma infração de trânsito, constatada a embriaguez, paga a fiança e se livra solto. Aquele, se não tem emprego, é preso por vadiagem. Não tem fiança (e mesmo que houvesse, não teria dinheiro para pagá-la) e fica preso. De outro lado, na luta para encontrar um lugar ao sol, ficará sempre de fora o mais fraco. É sabido que existe desemprego flagrante. O zé ninguém (já está dito) não tem amigos influentes, não há apresentação, não há padrinho, não tem referências, não tem nome, nem tradição. É sempre preterido. É o Nico Bondade, já imortalizado no humorismo (mais tragédia que humor) do Chico Anísio. As mãos que produzem força, que carregam sacos, que produzem argamassa, que agarram na picareta, nos andaimes, que trazem calos, unhas arrancadas, não podem se dar bem com a caneta nem com a vida. E hoje para qualquer emprego, exige-se, no mínimo, o primeiro grau. Aliás, grau acena para graúdo. E deles é o reino da terra. Marco Antônio, apesar da imponência do nome é miúdo. E sempre será. Sua esperança? Talvez o Reino do Céu. A lei é injusta. Claro que é. Mas a Justiça não é cega? Sim, mas o Juiz não é. Por isso: determino o arquivamento do processo deste inquérito.

Porto Alegre, 27 de setembro de 1999.

Moacir Danilo Rodrigues. Juiz de Direito – 5 Vara Criminal.”


Meus sinceros agradecimentos ao amigo Luiz C. Lorencetti, pelo achado.